Cultura & Lazer

Bibiana lota show no lançamento do seu CD “Dengo”

Bibiana
27/01/2014 12:31:10

Bibiana apresentou seu álbum de estreia no Clube Silêncio no dia 22 deste mês. A casa reuniu público fã de MPB e da voz da jovem artista que encantou a todos. O disco “Dengo”, que já tinha sido lançado para download no iTunes e entrado para o topo dos mais vendidos, reúne canções originais da artista no estilo MPB, além de participações especiais de músicos como Júlio Reny e Totonho Villeroy. Aos 20 anos, Bibiana já apresentou seu disco autoral em dois shows em Londres, em julho do ano passado. Na Capital, a música e compositora apresentou para plateia cheia seus sucessos como “Três por Quatro”, “Anis”, “Eu aceito” e “Meu bem”. O show contou ainda com participações especiais de artistas como os músicos Lukas Porto, Will Strottmann, Ayres Potthoff, Paulo Dorfman, Christian Poffo, Pedro Dom, Pedro Petracco, Nando Endres, Totonho Villeroy e Júlio Reny. Bibiana deu seus primeiros passos no violino e música clássica já na infância. Aos 13 anos deixou a orquestra e trocou Bach, Paganini e Haydn pelos discos de MPB do pai, Chico Buarque, Elza Soares, Tom Jobim. Apaixonada por música brasileira, aos 15 começou a tocar profissionalmente, sempre na companhia de bons músicos e amigos. “Dengo” tem a assinatura do selo Loop Discos.

Entrevista:

O que te influenciou?
Quando pequena, aos 6 anos, comecei a estudar violino, por influencia do meu irmão que já estudava música. Aos 12 parei de fazer aulas de violino e comprei um violão. Sozinha fui aprendendo alguns acordes e unificando meu conhecimento de música como uma coisa só, ao invés de separar os instrumentos. Na adolescência conheci Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Gal Costa, Caetano, Gil e todas essas peças que já dão bons motivos para se sentir influenciado por música.

Quando mudastes do erudito para o popular?
Não ''mudei''. O violino e a música erudita me dão muito conteúdo pra criar. Hoje em dia, além do disco, trabalho com produção de trilhas pra filmes, jingles e peças publicitárias. Produção musical no geral. Estou engatinhando no quesito ''arranjo'', mas é isso que eu quero fazer pro resto da vida: criar e produzir música.

Como aproveitas a tua formação erudita para compor música popular?
Como eu disse, não separo uma coisa da outra. Se eu tiver que criar um trecho musical pra ilustrar alguma coisa e eu achar que cabe referenciar Bach ou Haydn, eu farei. Tecnicamente, erudito e popular tem diferenças, mas na hora de tocar, pra mim, a emoção é a mesma.

De onde vem a inspiração para compor?
Bom, eu sempre gostei de escrever também, pensava em fazer faculdade de jornalismo na adolescência e cheguei a cursar dois anos de Ciências Sociais. Relatar é uma coisa que me interessa; uma necessidade. É relatando que eu chego nas canções. A grande coisa é como tu vais relatar as situações, sejam elas autobiográficas ou não. Tem várias maneiras de compor. Eu já compus letra e depois musica, já compus musica e depois letra. Já compus no bandolim, no piano e no cavaquinho. Já uni e desuni as coisas. O violão me acompanha aonde eu vou, por isso eu acho que eu componho, involuntariamente, mais trechos no violão do que na caneta.

Qual a sensação de lançar o primeiro CD?
É muito bacana, porque juro que não achava que isso ia acontecer. Despretensiosamente, quando eu vi, tínhamos nove músicas gravadas. Tudo foi extremamente natural. Por eu trabalhar em estúdio há quase cinco anos e viver na volta de bons músicos, foi como uma brincadeira. E essa brincadeira teve sua seriedade sempre que foi necessário.

Quais artistas admiras?
Toda aquela geração setentista de músicos e artistas brasileiros é vencedora. E tem que ser admirada. Porque lá atrás, as coisas aconteciam na música de verdade. Apesar de existir muito jabá, as coisas não pareciam tão de plástico, tão descartáveis e tão superficiais na música ''de massa'' como me parecem hoje. Nos meus shows, não deixo de homenagear essa galera toda... Tom Jobim, Chico, Gal... O que me deixa feliz é saber que uma parte dos novos compositores, pesquisa, estuda, homenageia e resgata as coisas importantes da música brasileira.

Quais os próximos passos na tua carreira?
Eu não planejo, justamente porque não vinha fazendo isso e só tenho tido surpresas boas. Quero que as pessoas gostem de verdade das minhas composições, porque não faz sentido obrigar alguém a gostar da tua música. Queremos que as pessoas gostem, se identifiquem e queiram nos ouvir ao vivo, porque somos apaixonados por isso, por fazer som. Em Abril a versão física do ''Dengo'' já estará nas lojas e provavelmente vamos fazer um lançamento oficial em teatro.

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