Negócios

Em balanço de final de ano, Fecomércio-RS fala sobre projetos estratégicos

Em
05/12/2016 15:30:55


Este foi um ano em que o país vivenciou uma grave crise econômica e institucional. E nesse período em que as entidades foram chamadas a se posicionar diante de graves fatos, a Fecomércio-RS enfrentou, ao lado do empresariado, diversos temas e projetos com reflexo iminente na saúde dos negócios gaúchos. Seja na questão do impeachment, no debate ao reajuste do Piso Regional ou nas discussões sobre a redução da jornada de trabalho, a Fecomércio-RS esteve de forma bastante consistente ao lado do empreendedor do Estado.

Durante a tradicional coletiva de final de ano, realizada nesta segunda-feira (05), na sede da Federação, a Fecomércio-RS falou sobre o forte posicionamento na PEC do teto dos gastos públicos e ainda lançou o painel físico do Impostômetro, painel eletrônico que foi instalado no prédio da Fecomércio-RS para alertar a população sobre os pesados impostos que pagamos durante todo o ano. Conforme o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, “a grande inspiração para a instalação do impostômetro foi a luta diária dos empresários e da sociedade como um todo para manter seus estabelecimentos, seus empregos e um mínimo de qualidade de vida, dentro de um sistema que os faz passar grande parte de seu tempo pagando tributos e recebendo do governo um tratamento inversamente proporcional àquilo que pagam”.

A entidade levantou fortemente a bandeira da racionalização dos tributos e desenvolveu ações de conscientização para essas questões. “Dentro das medidas que consideramos necessárias está também a urgente reforma do sistema tributário brasileiro, com redução do número de impostos, unificação de tributos federais e estaduais, bem como a redução do número de obrigações acessórias. A implementação dessas medidas será fundamental para alavancar o desenvolvimento das empresas e a criação de novas, desencadeando geração de riquezas e aumentando o número de empregos”, avalia Bohn.

VEJA AQUI A APRESENTAÇÃO DO ECONOMISTA MARCELO PORTUGAL.

VEJA AQUI AS FOTOS DA COLETIVA.

                                                                

Fecomércio-RS acredita na retomada da economia em 2017, após dois anos consecutivos de queda do setor terciário       

A Federação do Comércio de Bens e de Serviços está cautelosamente otimista em relação a 2017. A previsão é de que o Rio Grande do Sul e o Brasil vão, paulatinamente, superar a crise econômica e entrar em uma rota de desenvolvimento a partir do próximo ano. A projeção da entidade é de que o crescimento do Produto Interno Bruto - PIB seja de 0,8% e o gaúcho, na casa do 1,0%. O setor terciário deve apresentar recuperação com a perspectiva de queda da inflação (4,8%) e dos juros (10,50%). “Inflação e juros mais baixos automaticamente reduzem a perda de renda real e animam o crédito. Esses são fatores muito positivos para o setor”, destaca o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

A agropecuária deverá ter um peso importante nesse processo de retomada, com a projeção de uma safra recorde de 213 milhões de toneladas, crescimento de 13,5% sobre 2016 e de 2,5% sobre a de 2015. “O desempenho do campo é fundamental para a melhora dos níveis macroeconômicos”, pontua Bohn. Outros indicadores que completam o cenário para 2017 são a cotação do dólar, com previsão de R$ 3,70 e crescimento do setor de comércio (1,8%) e serviços (1,4%) no Estado.

Cenário econômico 2016

O ano de 2016 se encerra com dados negativos para o setor do comércio de bens, serviços e turismo no Brasil e no Rio Grande do Sul. Com isso, são dois anos consecutivos de recessão com recuo no volume de vendas, especialmente no segmento de comércio, que no Rio Grande do Sul apresenta taxa de crescimento negativo (-10,4%) em relação a 2015. No Brasil, na mesma base de comparação, o segmento caiu 9,2%.

Dentre os que compõem as atividades do comércio, os piores indicadores foram verificados naqueles que dependem de crédito e nos que comercializam produtos considerados não essenciais, caso do setor de veículos, motos, partes e peças, que recuou 23,5%.  No setor de serviços, cujas quedas nas vendas foram menores em relação ao comércio, a taxa de crescimento acumulada no ano é de -2,6% no Rio Grande do Sul e de -2,7% no Brasil. O setor com melhor desempenho no âmbito dos serviços foi o de tecnologia da informação e comunicação, com recuo de -1,5%. “O empresariado do setor terciário vem lutando para vencer a recessão. Quando vendemos mais, pagamos mais impostos e geramos mais empregos”, destaca o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, chamando a atenção para o peso do setor na economia brasileira.

O elevado nível de endividamento das famílias, as restrições de crédito (em termos de prazos e taxas de juros aplicadas), o desemprego que atinge quase 13 milhões de brasileiros e a inflação em patamar elevado foram os principais responsáveis por esse desempenho do setor terciário como um todo.

O cenário ainda é de forte recessão, mas com indicativos de inflação em queda. Pode-se dizer que a recessão atual é a mais longa desde que começaram a existir os dados trimestrais do Produto Interno Bruto (PIB), em 1991. Após uma previsão negativa para a economia brasileira na casa dos -5,4% em 2016, o ano se encerra com uma estimativa de queda próxima dos 3,0%. Para efeitos de comparação, em dezembro de 2015 a Fecomércio-RS projetava um crescimento negativo do PIB nacional e gaúcho de -2,0%.

 

Conjuntura nacional

Apesar dos indicadores econômicos em patamar negativo, um fato positivo marcou o ano de 2016: o País superou a falta de rumo do ponto de vista político. O novo governo conseguiu montar uma estratégia coerente de combate ao principal problema nacional, que é o descontrole nas contas públicas. A aprovação da reforma fiscal através da PEC 55 e a proposta de reforma da previdência são fatores importantes neste sentido. “A aprovação da PEC do Teto sinaliza que evitaremos o abismo fiscal no Brasil”, destaca o presidente da Fecomércio-RS.

Conforme Luiz Carlos Bohn, para superar a crise será preciso avançar em outras frentes. Entre elas, a mudança na legislação trabalhista, com uma modernização da CLT que permita que elementos como remuneração e jornada de trabalho possam ser negociados livremente entre empregados e empregadores, com prevalência sobre as regras da CLT. Em nível estadual, a modernização das relações trabalhistas passa pela extinção do piso regional, uma bandeira recorrente da Fecomércio-RS. “Esperamos que a coragem já demonstrada pelo Governo do Estado em enfrentar o difícil caminho do ajuste fiscal também esteja presente na área trabalhista”, afirma Bohn.

Senac-RS - Mudar a vida das pessoas através da educação profissional é o compromisso do Senac-RS, que já capacitou mais de sete milhões de gaúchos em sete décadas de atuação.  Ofertando educação profissional em todos os níveis – Jovem Aprendiz, cursos de formação e aperfeiçoamento, técnico, superior e pós-graduação, a entidade conta com duas faculdades, 41 escolas de educação profissional e 22 Balcões Sesc/Senac. São mais de 60 postos de atendimento que possibilitam o Senac-RS atender a todos os 497 municípios gaúchos.

Referência na oferta de cursos técnicos, a instituição vem tendo um aumento constante na procura de cursos nesse nível de ensino. Os técnicos ofertados pelo Senac-RS formam profissionais identificados com o mercado de trabalho. Na modalidade a distância, o Senac Rio Grande do Sul conta, atualmente, com mais de 16 mil matrículas, com cursos ofertados também no Japão. A formatura da primeira turma em solo asiático aconteceu em junho deste ano.

O ano de 2016 foi de reconhecimento. Em novembro, o Senac-RS se tornou a primeira instituição de ensino do país a receber o Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ), reconhecimento máximo à excelência do Brasil.  Para 2017, duas novas unidades ganharão estruturas alinhadas com as exigências do mercado de trabalho: São Borja e Farroupilha. Além disso, a instituição participará da WorldSkills – maior competição de educação profissional do mundo, que, em 2017, acontecerá em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. 

Sesc/RS - Em 2016, o Sesc comemora 70 anos no Brasil e, no Rio Grande do Sul, a Instituição pertencente ao Sistema Fecomércio-RS chega a estas sete décadas atuando em 100% dos municípios, promovendo o bem-estar social de trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e de toda a comunidade. As 497 cidades gaúchas recebem ações sistemáticas em áreas como a saúde, esporte, lazer, cultura, cidadania, turismo e educação.

A partir das atividades desenvolvidas em suas 43 Unidades Operacionais e nos Balcões Sesc/Senac, assim como pelas unidades móveis de cultura, bibliotecas e saúde, para 2017 o Sesc projeta intensificar sua atuação na promoção da qualidade de vida da sociedade em geral. Alguns dos projetos serão ampliados, como o Programa Sesc de Voluntariado, que além da atuação já realizada em Porto Alegre e Rio Grande, será implantado em Cachoeira do Sul, Erechim, Lajeado, Ijuí e Santa Maria. Na mesma linha de expansão, serão lançados novos grupos do Programa Sesc Maturidade Ativa e inaugurada a segunda Unidade de Cultura e Lazer – RecreArte Sesc. Já em Santana do Livramento, a Unidade Sesc contará com a ampliação dos serviços e entre os destaques está o início das atividades da 19ª Escola Sesc de Educaç&a tilde;o Infantil, assim como o Espaço Sesc de Saúde, projeto piloto com atendimento nutricional e clínico geral, que também ocorrerá em Santa Cruz do Sul.

Ainda no próximo ano, serão realizadas novas edições de eventos e projetos já consolidados no cenário gaúcho, como o Estação Verão Sesc, Festival Internacional Sesc de Música, Temporada de Férias, Circuito Verão Sesc de Esportes, Festival Palco Giratório Sesc/POA, Jogos Comerciários, Circuito Sesc/Caixa de Corridas, entre outros. Saiba mais em www.sesc-rs.com.br.

Fotos: João Alves / Sistema Fecomércio RS

Anuncie no Jornal Via Norte, clique e saiba mais.