Tecnologia

Ministério aposta em Porto Alegre como referência em telecentros

Ministério
12/04/2017 09:18:22


Porto Alegre pode ser referência no setor de inovação dos telecentros. A afirmação foi feita pelo diretor de Inclusão Digital do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Américo Bernardes, em reunião na manhã desta terça-feira, 11, na Capital. Bernardes também é responsável pela execução do programa Cidades Inteligentes do MCTIC. O encontro foi o primeiro contato da prefeitura com o ministério visando a desenvolver projetos no setor da inovação. Participaram a secretária adjunta do Desenvolvimento Social, Denise Russo; o secretário adjunto do Desenvolvimento Econômico, Leandro Lemos; o presidente da Procempa, Paulo Roberto Miranda; e o diretor de Inovação da SMDE, Roberto Moschetta.

Américo Bernardes destacou a importância de projetos inovadores no setor de reciclagem e reaproveitamento de resíduos eletroeletrônicos evoluindo não apenas na agregação de valor como no próprio tratamento destes resíduos. Ele falou também sobre a modernização dos telecentros e a inclusão digital no Brasil. “A inclusão digital é eminentemente uma ação de desenvolvimento social, mas tem que estar agregada de ações do desenvolvimento econômico ou não terá resultados”, afirmou. 

Denise Russo falou sobre a preocupação com a revitalização dos telecentros. “Precisamos repensar o uso destes espaços".  Bernardes defendeu um melhor aproveitamento pedagógico para os telecentros em cidades onde a inclusão digital é realidade. “Transformá-los em centros de coworking, ou setores de criação de startups, espaços voltados ao empreendedorismo. Porto Alegre pode virar um case na modernização dos telecentros”, enfatizou.

Na questão dos resíduos, de acordo com a secretária adjunta do Desenvolvimento Social, Denise Russo, a preocupação é capacitar e encaminhar para o mercado de trabalho as pessoas que estão no inicio do processo, como os catadores, os carroceiros e carrinheiros. O diretor do MCTIC disse que esta também é uma preocupação deles. “Não temos um setor específico e com projeto de formação das pessoas envolvidas no recolhimentos destes resíduos”. 

Computadores - Américo Bernardes também deu destaque para o trabalho dos Centros de Recondicionamento de Computadores. “O trabalho dos CRCs é muito mais amplo do que o nome diz. Porto Alegre é considerada estratégica pelos atores do setor de tratamento de resíduos eletroeletrônicos. Podemos ter aqui um centro modelo de reciclagem e tratamento destes resíduos”, desafiou, como proposta aos participantes da reunião. Bernardes fez questão de sublinhar que novos projetos não invalidam os que já estão em desenvolvimento. O ministério já investiu R$ 11 milhões no setor e pretende abrir um novo edital com este objetivo.

Cidades inteligentes -  O secretário adjunto do Desenvolvimento Econômico, Leandro Lemos, falou sobre o forte movimento empreendedor que Porto Alegre tem. “Nosso interesse é entender a dinâmica do projeto Cidades Inteligentes e estarmos alinhados na utilização dos recursos para a cidade crescer como espaço social e econômico”, disse.

Para Américo Bernardes, as ações de iluminação pública são fundamentais no projeto.” A iluminação deve ser acima de tudo inteligente e não apenas eficiente. Inteligente ela agrega valores, como segurança, por exemplo. Porto Alegre já tem uma infraestrutura neste sentido, só precisa tomar iniciativas para uma estrutura de inovação”. Ele disse também que o MCTIC tem interesse em conhecer o que a cidade está fazendo e buscar meios de apoiar estar ações.

Ao final, ficou agendado um novo encontro dia 4 de maio, em Brasília, com uma visita técnica ao CRC de Valparaíso, considerado modelo no setor, e uma imersão com a equipe técnica para definição possibilidades de projetos para a cidade.

Também estiveram presentes os coordenadores da diretoria dos Direitos Humanos da SMDS, da Inclusão Digital, Denise Flores, e da Juventude, Filipe Tisbierek; e o diretor técnico da Procempa, Michel Costa..

O Projeto Minha Cidade Inteligente é parte integrante do Programa Brasil Inteligente, instituído pelo Decreto 8776 de 11 de maio de 2016. Uma cidade inteligente pode ser definida como um território que traz sistemas inovadores e tecnologias da informação e comunicação dentro da mesma localidade. Dentro dessa perspectiva, o projeto Minha Cidade Inteligente objetiva, além da implantação de redes e sistemas de alta capacidade, implantar serviços e infraestrutura de monitoramento e acompanhamento das condições locais, permitindo gerar dados para criação de aplicações inovadoras, bem como permitir o amplo acesso às informações.

Texto e foto: PMPA
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