Transporte

Integração do Bike POA ao cartão TRI ocorre até dezembro

Integração
11/08/2017 09:30:06

Em uma demonstração das novas bicicletas que vão compor as estações do Bike POA, a Prefeitura de Porto Alegre projetou para novembro ou dezembro, no máximo, a integração entre o cartão TRI e os passes para utilização das bicicletas de aluguel. A ideia é permitir, ainda, que pessoas que não tenham um smartphone ou cartão de crédito também possam utilizar as bikes.

Conforme o diretor-presidente da EPTC, o sistema vai ser semelhante ao que já é adotado com o uso de crédito para ônibus e lotações. Marcelo Soletti revela que as tratativas já estão adiantadas: “a ideia é de que dentro do cartão exista uma bolsa de crédito para o Bike POA e, dentro do passe antecipado, seja feita a integração, nas estações novas. Assim que implementadas essas estações mais modernas, o sistema estará disponível”.

O TRI vai poder ser recarregado no próprio totem disponível junto às estações espalhadas pela cidade. Além disso, o aluguel de bicicletas fica disponível para qualquer pessoa que queira retirar uma unidade no local. Os créditos poderão ser adquiridos no momento da utilização ou pelo site do Bike POA. Também vai ser implementado um bilhete Bike POA, com possibilidade de cadastro sem uso obrigatório do cartão de crédito, em que o passe pode ser pago através de boleto bancário.

As 400 bicicletas serão substituídas por novas, mais confortáveis e leves, que estão sendo importadas do Canadá, de acordo com o CEO da empresa tembici, responsável pelo sistema, Tomás Martins. “A substituição será gradual durante os próximos meses. De 45 a 60 dias é o tempo de importação. Vamos retirar as estações atuais e colocar novas, que serão muito maiores com uma média de 20 bicicletas por local”. A promessa é de manutenção dos valores. Hoje, o aluguel ilimitado custa R$ 10 ao mês.

As estações serão modernizadas e algumas poderão trocar de lugar. Não há garantia de que as paradas que foram removidas anteriormente sejam retomadas, mesmo que as novas bicicletas ofereçam reforço contra os casos de vandalismo. A EPTC estuda a possibilidade de mudança nos locais de algumas estações.

O prefeito Nelson Marchezan Júnior, que pedalou por alguns metros na ciclovia junto ao Museu Iberê Camargo, não garantiu a instalação de novas faixas exclusivas para ciclistas. “A cidade tem problemas em ciclovias, mas também em calçadas e ruas. Não há dinheiro para todos os nossos projetos”, disse, indicando que a retomada do planejamento e execução de novas ciclofaixas só vai ocorrer a partir de contrapartidas da iniciativa privada.

O Bike POA não gera custo para a cidade, já que é um projeto financiado pelo Itaú em várias capitais. Desde 2012 em Porto Alegre, 270 mil pessoas cadastradas realizaram 1,1 milhão de viagens.

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