Saúde

Secretarias de Saúde orientam sobre lagartas Hylesia

Secretarias
24/11/2017 14:33:17

Nas últimas semanas, os laboratórios de entomologia do Centro Estadual de Vigilância em Saúde e da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde de Porto Alegre, órgãos das secretarias estadual e municipal de Saúde, têm recebido um número maior de lagartas (forma jovem do animal) do gênero Hylesia sp para identificação. Em função do risco de grande proliferação dos animais, o CEVS lançou nota informativa a todos os municípios gaúchos, alertando para a possibilidade de surtos de dermatite alérgica.

A espécie provoca acidentes na fase larval (lagarta), tem hábitos crepusculares (final da tarde). Os animais habitam matas ou locais com grande cobertura vegetal e são atraídas pela luz. Os acidentes com os animais adultos ocorrem no final do verão e início do outono. As lagartas são uma parte do ciclo de vida das borboletas e mariposas, que são importantes polinizadores, auxiliando na formação de frutos e também fazem parte da cadeia alimentar de pássaros e outros animais. 

O biólogo Getúlio Dornelles, da CGVS/SMS, explica que a primavera possibilita crescimento mais rápido das plantas, flores e folhas. Paralelamente, os insetos se reproduzem e suas formas jovens se alimentam dessa vegetação. “Na fase jovem das borboletas e mariposas, denominada popularmente de marandová ou bicho-cabeludo, algumas espécies possuem cerdas no corpo, com substâncias urticantes, que em contato com a pele humana podem queimar”, explica.

Medidas preventivas:
- Ao colher frutas, apoiar-se ou recostar-se em árvores ou plantas, observe se não existem lagartas no local, pois se pode pressionar alguma e ocasionar o acidente;
- Evite o contato com lagartas, olhando atentamente para as folhas ou troncos de árvores;
- Evite a presença de crianças próxima a árvores ou plantas que contenham lagartas, até iniciar-se a fase de crisálida (pupa);
-  Se houver contato com a lagarta, lavar a área atingida com água fria ou gelada e procurar a Unidade de Saúde mais próximo;
- Se possível, capturar o animal, preferencialmente vivo, e levar para identificação no local do atendimento;
- Não aplicar álcool ou qualquer substância sem orientação médica;
- O quadro clínico, após contato com as cerdas das mariposas, inicia-se com coceira intensa nas primeiras 24 horas podendo evoluir para bolhas locais, podendo este quadro persistir por até 14 dias.

Controle de infestação:
O uso de inseticidas é contraindicado para controle das lagartas, pois o produto não é seletivo, eliminando outras formas de vida, inclusive seus predadores. Nos locais onde se pode fazer a catação manual é a medida mais indicada. Sempre utilizando luvas e mangas compridas para proteção. Após a catação, eliminá-las.       

Quadro clínico:
O quadro clínico, após contato com as cerdas das mariposas, inicia-se com coceira intensa nas primeiras 24 horas podendo evoluir para bolhas locais, podendo este quadro persistir por até 14 dias. Como medidas de prevenção, a população exposta deve manter portas e janelas fechadas ou protegidas com telas, limpar mesas e utensílios localizados abaixo de lâmpadas acesas com pano úmido e com as mãos protegidas com luvas. Também as roupas de cama devem ser colocadas em armários fechados e manipuladas com cuidado e as roupas colocadas ou mudadas na hora de deitar.

Telefones úteis:
Para mais informações e/ou dúvidas, os telefones são os seguintes:
Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde (CGVS) – Porto Alegre – (51) 3289-2400
Centro de Informação Toxicológica (CIT) - Rio Grande do Sul - 0800-721-3000
 

Texto e foto: PMPA

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